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Homem mata freira de 82 anos e diz que “ouviu vozes” antes do crime

Publicada em: 23/02/2026 06:12 -

Irmã Nadia Gavanski foi assassinada no sábado (21/2), após flagrar invasão no convento onde morava, no Paraná; suspeito está preso

 

O homem que invadiu um convento no município de Ivaí (PR) e matou uma freira de 82 anos afirmou, neste domingo (22/2), que cometeu o crime porque “ouviu vozes” que diziam que deveria matar alguém.

 

A vítima se chamava Nadia Gavanski, era da Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada e tinha 55 anos de vida religiosa.

Em depoimento à Polícia Civil do Paraná, o homem, que não teve a identidade divulgada, afirmou que fez uso de crack e álcool durante a madrugada e que, depois disso, passou a ouvir as vozes.

 

Ele pulou o muro e invadiu o convento, onde foi surpreendido por Nadia. A freira questionou sua presença no local, e ele respondeu que estaria trabalhando em um evento.

Segundo a versão apresentada pelo suspeito, Nadia não acreditou na explicação. Nesse momento, ele a empurrou. A idosa caiu e começou a pedir ajuda.

 

O homem afirmou que, em seguida, a atacou e a asfixiou. Disse não ter desferido golpes diretos na cabeça da vítima, mas admitiu que ela pode ter se ferido na queda. O suspeito também negou ter cometido violência sexual ou ter tido a intenção de furtar objetos.

Segundo a Polícia Militar do Paraná, o corpo de Nadia apresentava sinais de agressão. De acordo com o boletim de ocorrência, o homem foi detido em flagrante enquanto tentava fugir e estava com sangue nas mãos e nas roupas.

 

Quem era a freira assassinada no Paraná

Nascida em 18 de maio de 1943, filha de José e Ana Gavanski, Nadia tinha sete irmãos.

Ingressou na vida religiosa em 12 de fevereiro de 1971, realizou o noviciado em 8 de dezembro do mesmo ano, professou os primeiros votos em 8 de dezembro de 1973 e fez os votos perpétuos em 2 de fevereiro de 1979.

Ao longo de sua vida, atuou em diversas comunidades do Paraná, incluindo Dorizon, Irati, Linha B, Ivaí, São Pedro, Esperança, Itapará, Marcondes, Marcelinho, Ponte Alta e Prudentópolis.

Uma amiga da freira, a irmã Deonisia Diadio, relatou ao Metrópoles que Nadia sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) no passado e não se comunicava pela fala.

“Ela se comunicava com gestos e pelo olhar. Era muito querida, simples e humilde. Gostava muito de rezar na capela, em silêncio”, afirmou Deonisia.

 

Metropoles

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