A plataforma de streaming Globoplay perdeu espaço no mercado brasileiro em 2025 e registrou queda significativa de participação entre os serviços do país. De acordo com um relatório da Snaq, baseado em dados da JustWatch, o serviço caiu de 12% de participação no último trimestre de 2024 para 8% no mesmo período de 2025 — uma redução de cerca de 33%.
Com o recuo, a plataforma da Globo passou a ocupar posição inferior a concorrentes internacionais. Atualmente, o ranking é liderado pelo Prime Video, com 21% de participação, seguido por Netflix, com 19%, Disney+, com 18%, HBO Max, com 11%, e Apple TV+, com 9%.
O levantamento também apontou queda no engajamento do público apenas entre o terceiro e o quarto trimestre de 2025. A análise considera a atividade de mais de cinco milhões de usuários mensais da plataforma JustWatch no Brasil, avaliando interações como adicionar conteúdos à lista de favoritos, marcar produções como assistidas e clicar em serviços de streaming.
Enquanto enfrenta perda de espaço no streaming, a Rede Globo também passou a enfrentar questionamentos na área judicial.
O Ministério Público Federal (MPF) determinou a abertura de um inquérito civil para investigar possíveis práticas de tortura, tratamento desumano ou degradante e riscos à saúde de participantes do BBB 26.
A investigação foi aberta após denúncias relacionadas a algumas dinâmicas do reality show. Entre os episódios citados estão duas crises convulsivas do participante Henri Castelli dentro do programa, o isolamento do participante Breno em uma área externa da casa e a dinâmica conhecida como Quarto Branco.
Nesta prova, nove participantes foram mantidos em um ambiente totalmente branco por seis dias, com acesso apenas a água e biscoitos. Segundo denúncias encaminhadas ao MPF, as condições poderiam ter colocado os participantes em risco físico e psicológico.
A dinâmica também foi criticada pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, que apontou semelhanças entre o formato da prova e métodos de tortura utilizados durante a ditadura militar brasileira.
Segundo o documento enviado ao Ministério Público, uma participante chegou a desmaiar após mais de 100 horas em reclusão.
Ao abrir o inquérito, o procurador responsável afirmou que a liberdade de produção das emissoras não pode justificar possíveis violações de direitos fundamentais.
A Globo informou, em manifestação anterior anexada ao processo, que os participantes contam com acompanhamento médico permanente, incluindo suporte de UTI móvel e encaminhamento hospitalar quando necessário. O Ministério Público solicitou agora que a emissora apresente informações detalhadas sobre os questionamentos levantados.
Com informações da Metropoles
