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Lulinha admite viagem a Portugal a convite do careca da inss e Mendonça bloqueia sigilos de Vorcaro

Publicada em: 17/03/2026 07:01 -

O Supremo Tribunal Federal voltou a ser notícia nesta segunda-feira em dois casos que mexem com investigações importantes em Brasília.

 

 

Defesa de Lulinha admite viagem a Portugal e novo foco de investigações

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, admitiu ao Supremo Tribunal Federal que ele viajou a Portugal em novembro de 2024 a convite do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, figura central nas investigações de fraudes e descontos irregulares em aposentadorias. O advogado afirma que a viagem foi para visitar uma fábrica de produtos de cannabis medicinal, e que não resultou em negócios, pagamentos ou sociedade entre Lulinha e o lobista. Essa é a primeira vez que a defesa reconhece a viagem em uma peça formal ao STF.

O caso tem gerado repercussão porque o “Careca do INSS” está preso desde 2025 sob acusação de liderar um esquema que teria lesado aposentados e pensionistas, investigado pela Polícia Federal e pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS no Congresso Nacional.

Nos últimos dias, a defesa de Lulinha também chegou a procurar o ministro André Mendonça, relator de parte dos inquéritos no STF, informando que o empresário estaria disposto a prest ar depoimento se necessário.

Além da viagem, parlamentares haviam citado mensagens e depoimentos com alegações mais amplas sobre supostas relações financeiras entre Lulinha e Antunes, incluindo menções de pagamentos ou suporte econômico, mas documentos analisados após quebras de sigilo bancário não apontaram recebimento de “mesada”.

 


Mendonça bloqueia acesso a dados sigilosos de Vorcaro e CPI reage

 

Também nesta segunda-feira, o ministro André Mendonça determinou a **suspensão do acesso dos membros da CPMI do INSS aos dados sigilosos do banqueiro Daniel Vorcaro que estavam guardados em uma sala-cofre no Senado. Esses sigilos incluem informações de celular e outros materiais pessoais relacionados às investigações do chamado Caso Master, ligado aos desvios no INSS.

A suspensão ocorre no contexto de disputa sobre o manejo de informações protegidas por sigilo, e Mendonça argumentou que o acesso sem controle poderia comprometer a proteção legal dessas informações.

Em reação, integrantes da CPMI afirmaram que vão acionar a advocacia do Senado para tentar reverter a decisão, argumentando que a comissão precisava dos dados para avançar nas apurações.

Há ainda relatos de que membros da CPMI suspeitam que assessores parlamentares possam ter entrado na sala-cofre com câmeras escondidas, o que aumentaria a preocupação com a integridade e o sigilo dos documentos.

O caso se insere num caldeirão político maior, em que a Justiça, o Congresso e o Judiciário se confrontam sobre o que pode ou não ser acessado, divulgado e investigado no âmbito das apurações sobre fraudes em benefícios do INSS.

 


 

Metrópoles

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