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Irã diz estar pronto para guerra prolongada e desafia previsão dos EUA

Publicada em: 30/03/2026 06:25 -

Funcionário de segurança iraniano informou que Teerã determinará quando a guerra vai terminar

 

 

Um funcionário de segurança do Irã contou que o país está preparado para manter operações ofensivas por um longo período no combate contra os Estados Unidos. Recentemente, o país norte-americano informou que o conflito poderia ser encerrado em algumas semanas.

À CNN, o funcionário disse que Teerã determinará quando a guerra terminará e afirmou que as estimativas anteriores dos EUA de que duraria apenas alguns dias estavam erradas.

“Esta é a nossa guerra, e não vamos parar de nos defender até darmos uma lição histórica a [Donald] Trump e [Benjamin] Netanyahu”, disse o oficial à CNN.

 

Ele destacou ainda que o arsenal de mísseis e drones está preparado para apoiar operações de longo prazo. e alegou que o Irã está reforçando suas defesas aéreas atualizando os padrões de implantação, monitorando os corredores usados ​​por caças para entrar no espaço aéreo iraniano e introduzindo novos equipamentos.

30 dias da guerra

No 30° dia de guerra, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que as forças do país estão “aguardando” o momento em que as tropas americanas irão atacá-los. Neste domingo (29), ele acusou os EUA de planejarem uma invasão terrestre enquanto conversavam sobre negociações.

“O inimigo envia mensagens públicas de negociação enquanto planeja secretamente uma invasão terrestre, sem saber que nossos homens estão esperando que as tropas americanas entrem em território inimigo, prontas para causar devastação e punir permanentemente seus aliados regionais”, expôs Ghalibaf.

Ainda em sua declaração, o parlamentar afirmou que, ao oferecer um diálogo direto, os EUA esperavam alcançar por meio de negociações o que não foi possível alcançar com a guerra.

 

“Os Estados Unidos falam de suas aspirações, apresentando o que não conseguiram alcançar na guerra como uma lista de 15 pontos a serem perseguidos por meio da diplomacia”, acrescentou.

Apesar das declarações feitas pelo líder iraniano, na última quinta-feira (26), o secretário de Estado dos Estados Unidos afirmou que o país pode alcançar seu objetivo sem precisar fazer uso de tropas terrestres. Já a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o presidente Donald Trump não planeja enviar tropas terrestres para o Irã.

O que se sabe sobre o conflito

A guerra começou em 28 de fevereiro, após ataques conjuntos de Israel e Estados Unidos contra o Irã. Desde então, há tentativas diplomáticas para encerrar o confronto. Representantes de países como Turquia, Egito e Arábia Saudita discutem o tema em reuniões no Paquistão.

O conflito já afeta a economia mundial. O Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de 20% do petróleo global. Isso provocou aumento nos preços de energia em vários países. Além disso, ataques continuam sendo registrados. O Irã afirmou ter atingido fábricas no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos. Já bombardeios também atingiram áreas iranianas, deixando mortos.

 

Moradores relatam medo e insegurança. “Só queremos uma vida normal”, disse uma mulher em Teerã. A tensão pode aumentar ainda mais com a participação de aliados do Irã, como os rebeldes huthis do Iêmen, que já lançaram ataques contra Israel.

Acordo nuclear entre EUA e Irã

No início de fevereiro, representantes de Estados Unidos e Irã negociavam em Omã um possível acordo nuclear entre os países que buscava restringir a criação de um arsenal pelo exército iraniano. “Não há arsenal nuclear do Irã. Então, como na guerra no Iraque também não haviam armas de destruição em massa e eles atacaram centenas de milhares de pessoas por supostas armas que não existiam, é também o caso do Irã”, explica o professor José Luiz Quadros.

“Esse ataque para destruir o arsenal, na verdade, a pesquisa nuclear do Irã é mais uma ação irresponsável do ‘Império Norte-Americano’, o império que mais começou guerras na história da humanidade”, conclui.

Para Leonardo Paz, é difícil “ver um cenário pós-conflito em que o Irã realmente aceita fazer um acordo, tendo ele sido atacado duas vezes no meio de negociações de acordo, no ano passado e neste ano, tendo feito um acordo e o Trump ignorado em menos de um ano”.

 

* Com informações de CNN

 

 

 
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