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Transplante de pulmão: entenda riscos, fila e recuperação após cirurgia

Publicada em: 16/05/2026 05:35 -

Neste sábado (16) comemora-se 37 anos do primeiro transplante de pulmão do Brasil e da América Latina

 

O primeiro transplante de pulmão do Brasil e da América Latina é lembrado neste sábado (16), quando se celebra o 37º aniversário do marco. Para falar sobre o tema, o Rádio Vivo desta sexta-feira recebeu a pneumologista e coordenadora do ambulatório de doença pulmonar do Hospital das Clínicas, Valéria Maria Augusto, e Erlon Ávila, cirurgião torácico da instituição.

A médica explica quando o transplante de pulmão deve ser feito. "O transplante é a última instância, indicado quando a doença evolui a um ponto em que a chance de óbito em dois anos é de aproximadamente 50%."

Entre as principais causas, ela cita "tabagismo, exposição ao trabalho em minas (subsolo), doenças inflamatórias autoimunes que causam fibrose pulmonar, enfisema e doenças genéticas como a fibrose cística".

O cirurgião explica quem pode fazer o procedimento. “Qualquer paciente com doença pulmonar avançada, para quem as terapias medicamentosas não são mais suficientes para melhorar os sintomas e desde que doenças oncogênicas (câncer) tenham sido descartadas”. Em média, o tempo de espera na fila é de um a dois anos.

O processo envolve uma grande operação. “É um processo complexo, com equipes simultâneas: uma realiza a captação do órgão, outra reavalia o receptor no hospital e uma terceira prepara o bloco cirúrgico. Embora a cirurgia dure cerca de três horas, o processo total, do acionamento até a ida para a UTI, leva em torno de 24 horas”, explica o cirurgião.

“A média de sobrevida é de seis anos, mas há casos excepcionais, como uma paciente operada em 2003 que está viva há 23 anos. O transplante não é uma garantia de cura, mas oferece "tempo, fôlego e esperança" para quem não teria outra alternativa", explica o profissional.

 

Itatiaia

 

 
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