Estatal afirma que tarifa é impactada pela carga tributária e pelos custos de transmissão
A tarifa de energia elétrica para os clientes da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) ficará 6,50% em média mais cara. O reajuste anual foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na noite desta terça-feira (26/5), durante o 8º Circuito Deliberativo Público Ordinário de 2026.
Segundo a reguladora, a tarifa para consumidores residenciais de baixa tensão vai sofrer um reajuste médio de 5,21%. Já o reajuste tarifário para os clientes de alta tensão em média será de 9,43%, resultando no efeito médio de 6,50% para o consumidor final. Os percentuais entram em vigor na próxima quinta-feira (28).
De acordo com o CEO da Cemig, Alexandre Ramos Peixoto, o reajuste é uma atualização inflacionária. “Esse reajuste é um dos menores que estão sendo aplicados em todas as outras distribuidoras. (...) Iniciaremos uma série de ações no sentido de reduzir a tarifa de energia elétrica em Minas Gerais, não posso adiantar, mas estamos estudando todos os aspectos necessários para mitigar esse reajuste”, disse.
O executivo explica que do total da tarifa de energia, 35% é referente aos custos de transmissão de energia, outros 35% referentes aos tributos e 28% sobre o valor da energia. “O que estamos estudando é verificar o que pode ser feito em relação a parte tributária, dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal, e outros artifícios que como concessionária podemos aplicar”, completou.
Dados da Aneel dão conta de que a Cemig atende cerca de 9,8 milhões de unidades consumidoras em Minas Gerais. A reguladora destaca que o reajuste foi impactado pelos custos com transmissão e aquisição de energia, além do pagamento dos componentes financeiros referentes ao ciclo tarifário vigente e ao anterior.
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