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Imagens de esquilos "fumando" vape viralizam e alertam para risco ambiental

Publicada em: 26/03/2026 06:33 -

Cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, costumam ter aromas doces e frutados que podem atrair animais, levando-os a confundir o objeto com alimento

 

Vídeos que circulam nas redes sociais chamam a atenção ao mostrar esquilos aparentemente “fumando” cigarros eletrônicos em um parque de Londres, no Reino Unido. Os animais entram em contato com os dispositivos após as pessoas jogarem no lixo e as cenas acenderam um alerta sobre os riscos que esse tipo de resíduo representa para a vida selvagem.

 

De acordo com pesquisadores ouvidos por veículos britânicos, o comportamento do animal não está relacionado ao uso do dispositivo, mas sim ao cheiro que ele emite. Os cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, costumam ter aromas doces e frutados que podem atrair animais, levando-os a confundir o objeto com alimento.

Eles explicam que o odor desses dispositivos pode permanecer por longos períodos, mesmo após o uso. Essa característica aumenta as chances de que pequenos animais se aproximem e tentem morder ou abrir o aparelho.

 

Organizações de proteção animal também relatam que não apenas a fauna silvestre está exposta ao problema. Animais domésticos, especialmente cães, podem ser atraídos pelo cheiro doce dos líquidos presentes nos dispositivos. Em alguns casos, a ingestão pode causar intoxicação devido à presença de substâncias como nicotina.

 

 

Vídeo feito com inteligência artificial?

Além do tom inusitado, alguns internautas questionaram sobre a possibilidade dos conteúdos serem manipulados por inteligência artificial. No caso dos esquilos que entraram em contato com os vapes, contudo, as imagens são verdadeiras. É o que atesta Nick Knupffer, cofundador do VerifyLabs.AI, empresa que verifica conteúdo criado por IA. 

"Essas imagens virais de esquilos 'fumando' nesse cenário provavelmente são autênticas. Analisamos imagens encontradas no X , Instagram e Facebook com nossas ferramentas de análise, e podemos classificá-las como autênticas com quase absoluta certeza", disse o executivo ao jornal britânico Metro.

*Estagiária sob supervisão de Ronayre Nunes / correio brazieliense

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